Rezende Monteiro e o Caderno – Por Giovani Ribeiro Alves

Deputado Federal Rezende Monteiro, figura folclórica da política goiana, em uma de suas campanhas para a sua reeleição no norte Goiás, hoje, estado do Tocantins, levou um caderno para anotar as reinvindicações dos seus eleitores, em cada Cidade que o Deputado chegava, os pedidos dos eleitores iam sendo anotados no referido caderno. Depois de viajar alguns dias passando por diversas Cidades tais como : Gurupí, Porto Nacional, Araguaína, Guaraí, Rezende Monteiro chegou na Cidade de Tocantinópolis, região conhecida como ” bico do papagaio” já na divisa do estado de Goiás com o estado do Maranhão, depois de ser muito bem recepcionado pelos seus admiradores um dos seus eleitores lhe fez um pedido, o Deputado como de praxe chamou o seu assessor e pediu que ele anotasse no caderno o pleito do seu eleitor, o assessor chamou o Deputado para um lugar reservado e lhe disse : – Deputado, o caderno está cheio! O Deputado com toda a calma lhe deu a seguinte ordem: – Joga esse caderno fora e compra outro.

Giovani Ribeiro Alves

Por que você está nu? – Por Ercília Macedo-Eckel

Eu sou antes da culpa. Minha jornada começa antes do tempo edênico. Caminho na retaguarda da carne criada para todas as delícias. Sem pecado original e isenta de maldição.

Eu, nu… incomoda você? O hábito já fez o monge. Os padres deixaram suas batinas; os militares, seus uniformes; as freiras, seu hábitos; os magistrados, suas togas; os professores, seus jalecos; os andarilhos, seus trapos e os pós do caminho. E, mesmo que eu me cubra ou me vista, estarei nu na voz, nos gestos, no rosto, nas mãos, no olhar.

Sou único, individual. Não está vendo? Ninguém há igual a mim. Ora me sinto nas alturas, em benefício das causas intelectuais; ora nos declínios da queda para servir à sensualidade e à lascívia. Quase uma fantasia de tema livre.

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