A Vítima – Por Márcia Maranhão De Conti

flor
Não adianta encher
O poema de flor
Nem abrir a sílaba
Como quem abre uma tangerina
E morder o gomo
A sentir o doce azedo na língua
Nem entranhar estrelas nas linhas
Ou gestos e beijos
Que lembrem o céu
O poema é corpo e alma
E tem limite
Pode também ser a vítima.
marcia conti
Márcia Maranhão De Conti